quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Problemas técnicos geraram atrasos...

O tempo passa e perdi tempo tendo que refazer os olhos, ou melhor, as pálpebras da menina. Fora o fato de que passei 2 dias sem conseguir ficar de olhos abertos pra trabalhar no curta, estava cansada demais. Mas agora, percebi o erro nas transformações NURBS para Poly que fizeram com que os pivot ficassem fixos e não seguissem o objeto pai como deveriam nos filhos. Logo, pude corrigir o erro, mas isso foi perda de tempo devido a pressa anterior. É a famosa frase que diz: "a pressa é inimiga da perfeição".

Além disso, eu havia iniciado com um rigging onde haviam 5 bones na coluna e 3 no pescoço, além de bones de rotação para os braços e tudo controlado por expressões. Mas ao iniciar a pintura do skin percebi que eu não teria tempo para tantos detalhes, logo, deixei a coluna com apenas 3 bones, o pescoço com 1 e retirei as rotações dos braços, sendo que os controles funcionam, agora, por set driven keys e não mais expressões, deixando a animação mais simplificada.

Retirei o controle por expressões que os controles da coluna faziam nos ombros e deixei tudo manual. Mais "tosco" ou "cru", mas estes movimentos não seriam mesmo necessários para minha tese do TCC sobre Tim Burton, já que seus bonecos stop motion não possuem tal tipo de liberdade de movimento. 

As mãos não possuem movimento em todos os dedos, apenas nos que sei que durante o curta precisarão serem movidos, isso me economiza tempo setando o rigging. Agora está mais econômico pintar o skin.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Andamento 2

Mais algumas imagens...

Primeira versão do cenário do quarto, imagem rendida em baixa resolução. Utilização do Render Mental Ray, com Ray Trace, Final Gather e Oclusion, além de feitos de incandescência, translucência, transparência, e glow local:

Segunda versão:

Terceira versão:

Quarta versão:

Nova versão do cemitério mostrando a imagem em 4 views wire, wire apenas, depois shaded e a mesma já rendida em baixa resolução:

Outro fundo para outra cena. Utilização do mesmo render do quarto, mas sem efeitos a não ser um pouco de glow:

Abaixo, personagem secundária, o fantasma, sem imagem conceito, já trabalhado direto no software utilizando um modelo pronto de busto riggado e setado para animação como objeto de colisão para pedações de "pano poligonal" com Cloth para efeito dinâmico e movimentação, e adaptação de formato e eventos de intempéries como o vento. Utilização do MR com glow, incandescência, translucência e transparência:

Wire

Wire

Render

Imagem da personagem principal já modelada em poly, com vestido definido, shaders e texturas e sua p´rimeira versão de rigging e setup (a princípio só a saia do vestido será Cloth, o resto seguirá apenas o skin aplicado ao corpo). Estou tentando simplificar ao máximo pois o tempo é curto tanto como prazo quanto o tempo que tenho disponível para produzir tudo.

Mapeamento e textura do vestido (infelizmente, não tão bom quanto poderia estar se eu tivesse mais tempo para trabalhar):

Mapeamento do corpo:

Textura do corpo:

Textura do rosto:

Mapeamento e textura do cabelo (feito também às pressas, logo, não tão bom como poderia estar):

Andamento 1

A trilha sonora já está pronta. O pré projeto ainda não foi totalmente aprovado. Aguardo ainda instruções da Orientadora. 

Também a monografia já foi iniciada mas nem a primeira versão foi aprovada ainda, assim que a orientadora aprovar e enviar as correções eu a postarei aqui. 

O filme já foi iniciado. Postarei algumas imagens do conceito da personagem principal e da construção do curta. 

Imagem conceito e, formato sketche, da moça, personagem principal do filme (não desenho bem... só o suficiente pra saber onde quero chegar):

  

Imagens obtidas já na produção do curta.

O cemitério, primeiro render em baixa resolução:

Outra versão testando folhas nas árvores:


Mais uma tentativa, já com o formato HD, folhas abolidas para melhor adaptação ao estilo de Tim Burton:


Mudança nos túmulos, imagem wireframe shaded do cenário:


Imagem rendida da wireframe anterior:


Mais algumas alterações, mudança do fundo para adaptação de cena, imagem wireframe:


A mesma imagem anterior já rendida em baixa resolução mas em HD:

Teste de implementação de vento no cenário do cemitério (abandonado por demorar demais na produção da imagem final) em vídeo feito apenas em wireframe de tela:

Pré-Projeto

Em BREVE

O Roteiro

O Roteiro deste curta metragem foi criado após eu escrever uma poesia baseada numa história verídica que me foi contada por minha mãe ha muitos anos atrás. 

Após escrever a poesia em 20 minutos. Coisa que assustou meu marido, pois ele não sabia desta minha facilidade (venci um concurso nacional de prosa aos 10 anos de idade, fui convidada a participar da ABL mas minha pouca idade e o fato de morar no interior até então me impediram de poder usufruir deste privilégio... paciência, certo? Aqui está a prosa vencedora: "Que fazer, pergunto a Deus / Onde já não se tem pão / Nem ensino têm os meus / Marajás têm de montão"). Transformei a poesia em um roteiro, depois eu criei uma trilha sonora e ainda vou decupar o mesmo para um Dope Sheet facilitando a confecção do curta.

Pode ser que eu ainda altere alguma coisa do roteiro, mas coisas mais simples como posição de câmera. Nada chocante. E tudo será descrito aqui.

Aqui está o roteiro:

 

"Quero Minha Florzinha"

 

Roteiro adaptado do poema de

 

Iná Leite Duarte

 

- Azhhael Göedert –

 

OBS: não é baseado no conto de Carlos Drumond de Andrade, mas sim em um fato real narrado por uma pessoa conhecida

 

  

Quero Minha Florzinha

 

Dia nublado, mas bonito

Num passeio meio aflito

A mocinha se encaminha

Para o túmulo em linha

- “O que faz neste lugar?”

Se pergunta ao chegar

E se lembra que aqui veio

Em respeito a outro meio

Onde espera encontrar

Uma ajuda auxiliar

Pensa ela,

- “Que flor linda!”

Vê ao lado num jazigo,

Lindo cravo ainda vivo

E depois de uma conversa

Em silêncio meio em pressa

Ela decide:

-“Vou levar!

   Pois que mal há de causar?”

Se despede do amigo

A quem fez algum pedido

Acredita que dos mortos

Pode ter retos os tortos

Com esperança e boa vontade

Coração tem sem maldade

Lindo cravo que já viu

Nas mãos traz então sentiu

- “O quê?”

Disse a quem a ela seguia

Mas ninguém nem nada havia

Segue em frente tendo em mente

Que nem tudo que se sente

Pode ser o que se espera

Ver com os olhos, ver "de vera"

Bem tranquila vai ao lar

Cravo em mãos ao caminhar

Num vasinho ela coloca

A florzinha meio torta

Já murchando tendo em si

Sopro da morte que a sorri

Mesmo assim a moça olha

Com orgulho a planta molha

Chega a noite e vai dormir

Pensa só:

-“Vou conseguir!

  Meu amigo há de ajudar...

  Que florzinha a enfeitar!

  É tão linda! Tão formosa!”

De repente em meio ao sono

Ela acorda, ou será sonho?

Lá está:

- “É um fantasma!”

E ele diz:

- “Eu quero a minha florzinha! Eu quero a minha florzinha!”

A moça empedra

Fica fria e fica dura

Perderia a dentadura

Pelo medo que sentiu

A florzinha atraiu

O fantasma do defunto

Que sem flor se viu disjunto

Do carinho lá dos seus

Noutro dia a moça corre

Leva a flor que ali já morre

Para o mesmo lugarzinho

E coloca com carinho

Mas com medo, com temor

Pois do morto tem terror

- “Aqui está, já tem de volta! Mas me deixe! Olhe a flor torta!”

Ela corre para o lar

E sem nem para trás olhar

E pensando ela conclui

- “Não tem flor que valha isso!

    O respeito é quebradiço,

    pois achamos que o dos outros

    por não mais estarem aqui

    não tem dono na verdade

    e podemos fazer posse

    como se nosso já fosse!

    Ai, nunca mais!”

 

 Cena 1

Take 1 - Pan - Externa - Dia - Nuvens Claras

Foco na personagem

Utilização de DOF para campo

Cemitério

 

Cenário:

 

Caminho de terra com partes em cimento em meio a duas fileiras de túmulos em ambos os lados do caminho, fundo preenchido com imagem de cemitério trabalhada em matte paint para fins do curta

 

Ação:

 

Moça se dirige para o túmulo de seu amigo pouco após o túmulo que tem a flor, fica de lado para a câmera

 

Narrador Off - feminino

 

Dia nublado, mas bonito

Num passeio meio aflito

A mocinha se encaminha

Para o túmulo em linha

- “O que faz neste lugar?”

Se pergunta ao chegar

E se lembra que aqui veio

Em respeito a outro meio

Onde espera encontrar

Uma ajuda auxiliar

Pensa ela,

- “Que flor linda!”

Vê ao lado num jazigo,

Lindo cravo ainda vivo

E depois de uma conversa

Em silêncio meio em pressa

Ela decide:

- “Vou levar,

    pois que mal há de causar?”

Se despede do amigo

A quem fez algum pedido

 

Take 2 - Close - Externa - Dia - Nuvens Claras

Foco na personagem e na flor bem na frente de seu rosto

Utilização de DOF para campo em close

Cemitério

 

Ação:

 

Moça se dirige para a flor, em direção à câmera e pega a flor

 

Narrador Off - feminino

 

Acredita que dos mortos

Pode ter retos os tortos

Com esperança e boa vontade

Coração tem sem maldade

Lindo cravo que já viu

Nas mãos traz então sentiu

 

Take 3 - Close - Externa - Dia - Nuvens Claras

Foco no fantasma

Utilização de DOF

Cemitério

 

Ação:

 

Moça olha pra câmera com cara de assustada e foco nela, olha pra trás e o fantasma some neste momento, ela olha de novo pra frente, o foco vai pro fantasma que a olha ao fundo, ela se dirige para a câmera, ainda um pouco assustada, como quem vai atravessá-la e pode-se ver ao fundo o fantasma no túmulo da flor, não muito feliz com o que a moça fez

 

Narrador Off - feminino

 

- “O que?”

Disse a quem a ela seguia

Mas ninguém nem nada havia

Segue em frente tendo em mente

Que nem tudo que se sente

Pode ser o que se espera

Ver com os olhos, ver "de vera"

Bem tranquila vai ao lar

Cravo em mãos ao caminhar

 

Cena 2

Take 1 - Busto Ampliado - Interna - Tardinha - Anoitecendo

Foco na personagem

Casa da Moça

 

Cenário:

 

Quarto da Moça

 

Ação:

 

Moça coloca a flor em um vasinho em seu criado mudo, coloca água para a flor. Deita-se em sua cama, olha a noite janela, olha pra flor com orgulho e depois dorme. Acorda de repente e se assusta vendo o fantasma em seu quarto bem em frente a sua cama, fica aterrorizada e fecha os olhos com força cobrindo o rosto, quando retira as mãos do rosto o fantasma se foi e ela volta a deitar-se assustada, com medo.

 

Narrador Off - feminino

 

Num vasinho ela coloca

A florzinha meio torta

Já murchando tendo em si

Sopro da morte que a sorri

Mesmo assim a moça olha

Com orgulho a planta molha

Chega a noite e vai dormir

Pensa só:

- “Vou conseguir!

   Meu amigo há de ajudar...

   Que florzinha a enfeitar!

   É tão linda! Tão formosa!”

De repente em meio ao sono

Ela acorda, ou será sonho?

Lá está:

- “É um fantasma!”

E ele diz:

- “Eu quero a minha florzinha! Eu quero a minha florzinha!”

A moça empedra

Fica fria e fica dura

Perderia a dentadura

Pelo medo que sentiu

A florzinha atraiu

O fantasma do defunto

Que sem flor se viu disjunto

Do carinho lá dos seus

 

Take 2 - Pan - Externa - Manhã - Pós chuva com céu cinza

Foco na personagem

Uso de DOF

Cemitério

 

Cenário:

 

Caminho de terra com partes em cimento em meio a duas fileiras de túmulos em ambos os lados do caminho, fundo preenchido com imagem de cemitério trabalhada em matte paint para fins do curta

 

Ação:

 

Moça coloca a flor de volta no túmulo de onde tirou, aterrorizada, ela corre pra câmera de volta saindo de cena, quando então, entra o fantasma em cena, foco nele, ele vê sua flor de volta e faz uma cara satisfeita, depois olha pra câmera encarando-a e voa de uma hora pra outra pra câmera desaparecendo de cena e escurecendo a cena para fim de filme.

 

Narrador Off - feminino

 

Noutro dia a moça corre

Leva a flor que ali já morre

Para o mesmo lugarzinho

E coloca com carinho

Mas com medo, com temor

Pois do morto tem terror

- “Aqui está, já tem de volta! Mas me deixe! Olhe a flor torta!”

Ela corre para o lar

E sem nem para trás olhar

E pensando ela conclui

- “Não tem flor que valha isso!

   O respeito é quebradiço,

   pois achamos que o dos outros

   por não mais estarem aqui

   não tem dono na verdade

   e podemos fazer posse

   como se nosso já fosse!

   Ai, nunca mais!”

 

Créditos

 

Áudio/Sound Track:

 

Composição e edição por Iná Leite Duarte

Eu Quero a Minha Florzinha

Estou escrevendo este blog para mostrar e ao mesmo tempo criar um making of do meu trabalho que será necessário para apresentação em minha formatura de Pós Graduação em Artes Visuais - Cinema. O título se refere a um curta metragem que preciso produzir como trabalho prático, junto ao TCC (monografia), uma apresentação, o making of de que falei e o pré-projeto do TCC. Bem... aqui eu vou postar tudo que está rolando. Inclusive os rascunhos do TCC.

Tudo gira em torno do diretor cinematográfico Tim Burton e seus trabalhos em animação digital. Estou relacionando sua arte a um sistema minucioso de manipulação psicológica através de expressão corporal e neurolinguística e através de técnicas de manipulação psicológica baseada em arte visual. 

Caso alguém que estiver lendo este blog tenha informações relativas ao assunto, por favor, não deixe de postar pois pode me ser útil, mas neste caso preciso que a fonte e data de pesquisa sejam, também, ditas no mesmo comentário para que possam constar como conteúdo e bibliografia do TCC.  Mas caso você queira apenas comentar algo, fique à vontade.

A produção, incluindo o roteiro, foi iniciada em Janeiro de 2010, na segunda semana. Sendo que por dia tenho uma média de 1:30 hrs a 3:00 hrs para trabalhar neste projeto, já que cuido da casa, trabalho como free lancer, e tenho um bebê de 1 ano e estou grávida de 6 meses e meio agora, logo, só posso trabalhar no TCC de noite após o bebê adormecer e até quando eu suporto ficar concentrada e acordada. Devo ter que entregar tudo até o meio do ano. A data ainda está por ser definida.