sábado, 31 de julho de 2010

Segundo animatic

Ampliei o animatic acrescentando mais 2 cenas. Não limpei o arquivo ainda, há muitos frames que "sujam" a animação, só vou fazer a limpeza antes de iniciar a animação final. Esta animação só marca tipos de movimento principais, tempo (ainda será melhorado na animação final para se adaptar mais a Tim Burton), câmeras...

Há um problema com o áudio, de alguma forma o After aplicou um efeito Fade In que ainda preciso resolver, mas agora não é a hora. No fim vou normalizar o áudio, aplicar alguns efeitos de imagem (pós produção) e, enfim, render o curta na sua primeira versão. 

Depois que eu terminar esta versão feita apenas pro meu curso de pós graduação, vou refazer o curta com uma qualidade realmente memorável, digna de cinema, para quem sabe, inscrevê-lo no Anima Mundi.


terça-feira, 20 de julho de 2010

Primeiro animatic

Ok, depois de 4 dias brigando com o PC numa formatação, descobri que minha placa de vídeo está pedindo arrego ao desligar "espontaneamente" sempre que tento abrir imagens no Photoshop, editar vídeos no After... preciso de uma paciência realmente vasta para conseguir que fundione de vez em quando. Mas aqui vamos nós.

Acabei hoje, correndo, o primeiro animatic (animação MUITO básica que só serve pra ter noção de tempo e uma noção de o que pode acontecer no filme real, logo, sem detalhes e muito menos correções). Posto aqui um vídeo com o mesmo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Referência para Blend Shape básico

Eu quis criar apenas os blend shapes MAIS necessários, os indispensáveis, por causa do pouco tempo que tenho pra produzir (o que causa muita precariedade em todo o processo da produção, que precisa ser feito literalmente com o mínimo). Logo, fiz um vídeo do meu rosto com atuação bem caricaturesca (como as personagens de Tim Burton). O vídeo está em péssima resolução, está escuro e não pude atuar com toda minha "força" ("que a força esteja com você, Léia!"), porque minha bebê estava dormindo ao meu lado na cama, eu estava no quarto, por volta das 23:00 hs, com fone de ouvido pra ouvir a trilha do curta pra me guiar na atuação... ou seja, tudo conspirou para me dificultar... e ainda por cima, o vídeo não tem áudio... estou louca pra postar a trilha aqui... mas ainda não sei como inserir áudio no blog. 

Com isso, já criei blend shapes:

- sobrancelhas D e E para cima

- sobrancelhas tristes

- sorriso

- boca triste

- um corretivo pros olhos (não é maquiagem... é modelagem mesmo! haha)

- boca serrada

e ainda há outros por fazer...

Mas aí vai:

Os Blend Shapes:

Pré Projeto, Monografia, Sketchbook e Projeto Prático

Bem, hoje meu pré projeto está sendo formatado para ABNT e a monografia já está em andamento de correções. O Sketchbook será feito a partir deste blog, haverá uma versão impressa e uma em PDF interativo (parece um power point mas é mais leve e bonitinho).

O projeto prático está em fase inicial de animação. 

Tive que "enxugar" umas idéias... por causa do prazo de produção, mas depois que tudo ficar pronto, pretendo refazer o projeto incluindo tudo que não vou poder colocar aqui:

1 - janela avançada personalizada para a animação da Maria

2 - fog na cena do cemitério (neblina)

3 - render de melhor qualidade... algo tipo o Mental Ray para as imagens ficarem melhores

4 - película (configurações de câmera) melhor

5 - transparências na roupa

6 - mais blend shapes para animação facial e lip sync

7 - segunda roupa (pijama ou camisola) na Maria na cena do quarto

8 - melhorias no shader do fantasma com mais transparências e outros detalhes, talvez até mudanças na modelagem

9 - melhorias e mais detalhes na animação em si

Vou estudar C++ e Python, além de estudar a aplicação destas linguagens para cpnstrução de riggings interativos e funcionais e talvez eu crie um novo sistema de rigging completo pra Maria e pro fantasma com direito até mesmo a scrip disponibilizado na inetrnet pra quem quiser usar. Mas isso só poderá ser feito depois, pois ainda vou comprar os DVDs e estudar, mas não demora! Promessa de uma TD ainda melhor que agora!


sábado, 26 de junho de 2010

Levando em consideração não só os conceitos

Aqui preciso agora começar a mostrar exemplos não só dos conceitos artísticos aplicados, mas dos conceitos psicossomáticos derivados das emoções unidas à arte visual de Tim. 

Cada característica citada, inconscientemente, cria nos espectadores uma sensação similar, baseada nas referências e crenças anteriores, advindas da vida e das experiêncicas de cada um.


1 - cabelos lisos e muito negros trazendo retidão e obscuridade 
2 - lábios finos, pouco expressivos e presentes, de côr acinzentada, trazendo introspecção, falta de iniciativa e pró atividade, pouca comunicação
3 - roupas em cores mórbidas com tons pastéis trazendo sensação de morte, pouca atividade experimentativa, sentimento de inferioridade, vontade de não ser notado
4 - nariz comprido, abaulado e fino com pele pálida, trazendo dificuldade em "respirar" socialmente, requinte e elegância pela sinuosidade, distanciamento entre a capacidade de ver  e a capacidade de tomar fôlego para criar uma atitude/ação relacionada ao que se vê, retidão, masculinidade com uma "pitada" de feminilidade
5 - nariz empinado, arredondado, curto com pele pálida e bochechas levemente rosadas, trazendo o contrário do anterior, unido à vitalidade da cor vermelha
6 - lábios definidos nas pequenos, carnudos em parte e finos em parte, cor rosada mas em tom pastel e muitp suvae, tudo isso traz feminilidade, delicadeza, força concentrada trazendo certo desequilíbrio comportamental e desperdício de energia
7 - cílios delicados e em tamanho crescente mostram delicadeza, ressaltam a sensualidade
8 - cabelos lisos trazem a retidão e previsibilidade
9 - bouquet de rosas azuis exultam a tranquilidade, a paz, o amor, a morbidez atravéz do tom pastel meio acinzentado
10 - a transparência traz a leveza de caráter, de atitude e a sensualidade



A CONTINUAR



A CONTINUAR


A CONTINUAR


A CONTINUAR

A CONTINUAR


A CONTINUAR

Referências visuais dos filmes de Tim Burton 3


De acordo com minha monografia e meus estudos interpretativos da leitura corporal, direção de arte e fotografia das obras de Tim, correlacionados à psicologia comportamental / neurolinguística, nesta foto eu mostro algumas características que extraí de cada filme estudado para me auxiliar na criação do meu curta, com os objetivos da monografia, claro: recriar as "sensações" que Burton nos passa através de sua arte.

As setas e os conceitos artístico-visuais:

1 - leveza, movimento, sinuosidade

2 - sinuosidade e leveza

3 - distorção e leveza

4 - idem artigo anterior

5 - idem artigo anterior

6 - sinuosidade e leveza

7 - leveza (idem artigo anterior)

8 - leveza, distorção, abstração

Referências visuais dos filmes de Tim Burton 2


De acordo com minha monografia e meus estudos interpretativos da leitura corporal, direção de arte e fotografia das obras de Tim, correlacionados à psicologia comportamental / neurolinguística, nesta foto eu mostro algumas características que extraí de cada filme estudado para me auxiliar na criação do meu curta, com os objetivos da monografia, claro: recriar as "sensações" que Burton nos passa através de sua arte.

As setas e os conceitos artístico-visuais:

1 - leveza, abstração, movimento, sinuosidade

2 - distorção e abstração

3 - distorção, sinuosidade e leveza

4 - distorção e abstração

5 - sinuosidade e leveza

6 - abstração

7 - distorção, sinuosidade, movimento e abstração

8 - abstração e leveza

9 - leveza

10 - leveza

11 - distorção e movimento

12 - leveza e distorção

13 - abstração

14 - movimento e sinuosidade

Referências visuais dos filmes de Tim Burton

De acordo com minha monografia e meus estudos interpretativos da leitura corporal, direção de arte e fotografia das obras de Tim, correlacionados à psicologia comportamental / neurolinguística, nesta foto eu mostro algumas características que extraí de cada filme estudado para me auxiliar na criação do meu curta, com os objetivos da monografia, claro: recriar as "sensações" que Burton nos passa através de sua arte.

As setas e os conceitos artístico-visuais:

1 - distorção

2 - sinuosidade, leveza e movimento

3 - leveza

4 - abstração

5 - sinuosidade, abstração, leveza, distorção e movimento

6 - distorção, sinusidade e abstração


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Continuando...

Sim, fui transferida de Turma, preciso acabar o projeto ONTEM!

Ocorreram alguns problemas na produção. 

Primeiro preciso lembrar que preciso ainda configurar as Expressões Faciais / Emoções para a animação, no mais, está tudo "ok".

Digo "ok" porque houveram problemas, como eu disse antes. Ao referenciar as cenas para dar início às animações, eu testei o render e infelizmente descobri uma incompatibilidade entre a transparência do material/shader e os efeitos em Paint Effects/árvores, grama e outros; descobri que o problema era o nó do shader, não o tipo de arquivo usado para transparência, mas infelizmente não terei tempo para tentar alguns testes para verificar possíveis soluções. Como o tempo está MUITO curto, tive que alterar o shader para um nó mais comum e utilizar apenas côr e bump. Logo, estou utilizando uma textura xadrez com bump próprio para pano.  O vestido foi simplicado, mas ficará ainda dentro dos padrões de Tim Burton. Após a apresentação pra banca, em Agosto, prometo que verificarei uma solução para o problema descrito acima, assim, meus amigos animadores poderão se preparar caso passem pela mesma coisa numa produção.


sábado, 12 de junho de 2010

Formando em nova turma?

Bem, devo me formar com a próxima turma de pós grad que deverá entregar todo o trabalho aos orientadores (pré-projeto, monografia, curta, making of) dia 2/08/10, logo, preciso me virar e CORRER com este curta, não vou poder usar algumas coisas que eu pensava, pois achei que teria mais tempo, mas ok, não acho que isso vai influenciar o resultado, mas daria um ótimo making of se eu tivesse mais tempo.

A apresentação à banca será dia 20/08/10.

Se vocês, leitores, puderem ler meus textos neste blog, ver todo o processo de produção e me darem a graça de algumas críticas eu vou ficar muito feliz , seria bom ter opiniões de olhos de fora, sejam profissionais da minha área ou não. Ficarei muito grata.

Ontem eu acabei de configurar o rigging básico, mesmo sem a janela avançada que terá que ficar pela metade, pois devido ao tempo terei que utilizar o processo comum de animação. Programar e configurar dá muito trabalho e o tempo é curto, contando com apenas 1 ou 2 horas por dia para trabalhar aqui.

Também testei referenciar cenas umas dentro das outras para começar as animações e utilizar character sets e poses pré-determinadas por mim.

Ainda preciso acabar de setar a textura do fantasma que deverá contar com rasgos e buracos nos panos e preciso configurar as expressões faciais (emoções) da Maria, que estão sendo trabalhadas com a técnica básica de blend shapes.

domingo, 2 de maio de 2010

Advanced Character Animation Window

Estou super cansada, meu tempo pra trabalhar no curta está bem pequeno mas faço o que posso e quero ter um bom making of, logo, vou com calma para produzir boas ferramentas de demonstração.

Maya deve nascer nesta sexta feira, meu tempo será ainda mais curta por alguns dias, até por causa da cirurgia que vai me impedir de ficar sentada no PC por um bom tempo até cicatrizar. Mas bem, é isso vamos trabalhar pra não perder tempo.

Aqui está a imagem da janela que estou configurando pra auxiliar na animação, ainda falta muito a desenvolver, incluindo imagens demonstrativas, mas estou indo o mais rápido que minha capacidade físico cognitiva me permite dentro dos padrões mínimos de concentração:

sábado, 24 de abril de 2010

Rigging

Enquanto testava a criação de um script em MEL para criação de um rigging avançado que pudesse ser utilizado para qualquer situação e personagem biped, coisa que ainda está em andamento, pois dá um trabalho realmente grande para selecionar e testar os comandos, criei este rigging baseado no livro Character Creation com pequenas adaptações e alterações para minha necessidade específica para esta personagem. Os movimentos faciais ainda serão feitos via Blend Shapes, mas farei uma versão com bones também, baseado no livro Stop Staring.


quinta-feira, 25 de março de 2010

2 coelhos numa cajadada só

Antes de mais nada estou chateada porque meu PC está cada dia mais lento e ficando insuportável trabalhar nele. Vou formatá-lo neste fim de semana e ver se o desempenho melhora um pouco. Ninguém merece...

Outra coisa é que enquanto eu trabalhava no rigging da Maria, eu pesquisava sobre diversos scripts no Creative Crash e cheguei a uma conclusão interessante: vou tentar criar todo um script capaz de inserir uma Shelf no Maya com botões que vão criar desde o começo um rigging muito avançado para humanos contendo não só controles automatizados, mas que pode ser escalonado, passar por stretches e ainda avisa quando o limite físico de movimento anatômico é ultrapassado, dentre outras coisinhas. Estou me baseando no livro Maya Character Creation de Chris Maraffi e se tudo funcionar bem, vou incrementar o script com botões que vão criar um rigging facial ultra realista à base de bones e controles de interface talvez até com direito a janelinhas de controles também. Tudo em Mel. Neste caso, vou me basear no livro Stop Staring, de Jason Osipa.

Assim vou gastar mais tempo na pré produção, mas na hora de animar tudo será três vezes mais rápido. 

Depois, vou colocar o script completo disponível para qualquer um baixar no Creative Crash, e servirá em qualquer Maya já que uso só Maya tools básicas.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Testes

Ontem eu fiquei mesmo chateada. Despoi de ter criado uns 4 ou 5 blend shapes, a ponto de terminar o que eu precisaria para animar o rosto da "Maria" (é assim que estou chamando a menina), deu um grande pipoco na rua aqui perto de casa e tudo se apagou. Voltou a luz pouco depois, mas eu não havia salvo o arquivo. Hoje, recomendada por meu marido, vou instalar o AutoSave para diminuir este tipo de problema. 

Também, ontem, conversando com meu marido eu pensei em refazer todo o rigging da Maria utilizando o Setup Machine e o do rosto com o Face Machine. No final, a intenção é mesmo utilizar o Live para rastrear pontos dos movimentos faciais gravados em minha webcam (que eu mesma poderia fazer) e fazer com que joints fossem controlados pelos locators criados pelo track do Live. Assim eu teria um belo MOCAP sem ter a necessidade de possuir um equipamento para tal. Mas estou receiosa de os plugins terem alguma incompatibilidade com o ato de referenciar cenas, e isso me será necessário. Ainda vou testar a técnica, mesmo que por pura curiosidade, vou postar aqui tudo que eu descobrir sobre isso. Mas a princípio, por segurança, vou utilizar ferramentas base mesmo, sem plugins. Com o pouco tempo que tenho pra produzir o curta, não poderei me dar ao luxo de "pesquisas mal sucedidas", porque da mesma forma que pode, sim, dar certo, pode, também, dar errado.


quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Problemas técnicos geraram atrasos...

O tempo passa e perdi tempo tendo que refazer os olhos, ou melhor, as pálpebras da menina. Fora o fato de que passei 2 dias sem conseguir ficar de olhos abertos pra trabalhar no curta, estava cansada demais. Mas agora, percebi o erro nas transformações NURBS para Poly que fizeram com que os pivot ficassem fixos e não seguissem o objeto pai como deveriam nos filhos. Logo, pude corrigir o erro, mas isso foi perda de tempo devido a pressa anterior. É a famosa frase que diz: "a pressa é inimiga da perfeição".

Além disso, eu havia iniciado com um rigging onde haviam 5 bones na coluna e 3 no pescoço, além de bones de rotação para os braços e tudo controlado por expressões. Mas ao iniciar a pintura do skin percebi que eu não teria tempo para tantos detalhes, logo, deixei a coluna com apenas 3 bones, o pescoço com 1 e retirei as rotações dos braços, sendo que os controles funcionam, agora, por set driven keys e não mais expressões, deixando a animação mais simplificada.

Retirei o controle por expressões que os controles da coluna faziam nos ombros e deixei tudo manual. Mais "tosco" ou "cru", mas estes movimentos não seriam mesmo necessários para minha tese do TCC sobre Tim Burton, já que seus bonecos stop motion não possuem tal tipo de liberdade de movimento. 

As mãos não possuem movimento em todos os dedos, apenas nos que sei que durante o curta precisarão serem movidos, isso me economiza tempo setando o rigging. Agora está mais econômico pintar o skin.


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Andamento 2

Mais algumas imagens...

Primeira versão do cenário do quarto, imagem rendida em baixa resolução. Utilização do Render Mental Ray, com Ray Trace, Final Gather e Oclusion, além de feitos de incandescência, translucência, transparência, e glow local:

Segunda versão:

Terceira versão:

Quarta versão:

Nova versão do cemitério mostrando a imagem em 4 views wire, wire apenas, depois shaded e a mesma já rendida em baixa resolução:

Outro fundo para outra cena. Utilização do mesmo render do quarto, mas sem efeitos a não ser um pouco de glow:

Abaixo, personagem secundária, o fantasma, sem imagem conceito, já trabalhado direto no software utilizando um modelo pronto de busto riggado e setado para animação como objeto de colisão para pedações de "pano poligonal" com Cloth para efeito dinâmico e movimentação, e adaptação de formato e eventos de intempéries como o vento. Utilização do MR com glow, incandescência, translucência e transparência:

Wire

Wire

Render

Imagem da personagem principal já modelada em poly, com vestido definido, shaders e texturas e sua p´rimeira versão de rigging e setup (a princípio só a saia do vestido será Cloth, o resto seguirá apenas o skin aplicado ao corpo). Estou tentando simplificar ao máximo pois o tempo é curto tanto como prazo quanto o tempo que tenho disponível para produzir tudo.

Mapeamento e textura do vestido (infelizmente, não tão bom quanto poderia estar se eu tivesse mais tempo para trabalhar):

Mapeamento do corpo:

Textura do corpo:

Textura do rosto:

Mapeamento e textura do cabelo (feito também às pressas, logo, não tão bom como poderia estar):

Andamento 1

A trilha sonora já está pronta. O pré projeto ainda não foi totalmente aprovado. Aguardo ainda instruções da Orientadora. 

Também a monografia já foi iniciada mas nem a primeira versão foi aprovada ainda, assim que a orientadora aprovar e enviar as correções eu a postarei aqui. 

O filme já foi iniciado. Postarei algumas imagens do conceito da personagem principal e da construção do curta. 

Imagem conceito e, formato sketche, da moça, personagem principal do filme (não desenho bem... só o suficiente pra saber onde quero chegar):

  

Imagens obtidas já na produção do curta.

O cemitério, primeiro render em baixa resolução:

Outra versão testando folhas nas árvores:


Mais uma tentativa, já com o formato HD, folhas abolidas para melhor adaptação ao estilo de Tim Burton:


Mudança nos túmulos, imagem wireframe shaded do cenário:


Imagem rendida da wireframe anterior:


Mais algumas alterações, mudança do fundo para adaptação de cena, imagem wireframe:


A mesma imagem anterior já rendida em baixa resolução mas em HD:

Teste de implementação de vento no cenário do cemitério (abandonado por demorar demais na produção da imagem final) em vídeo feito apenas em wireframe de tela:

Pré-Projeto

Em BREVE

O Roteiro

O Roteiro deste curta metragem foi criado após eu escrever uma poesia baseada numa história verídica que me foi contada por minha mãe ha muitos anos atrás. 

Após escrever a poesia em 20 minutos. Coisa que assustou meu marido, pois ele não sabia desta minha facilidade (venci um concurso nacional de prosa aos 10 anos de idade, fui convidada a participar da ABL mas minha pouca idade e o fato de morar no interior até então me impediram de poder usufruir deste privilégio... paciência, certo? Aqui está a prosa vencedora: "Que fazer, pergunto a Deus / Onde já não se tem pão / Nem ensino têm os meus / Marajás têm de montão"). Transformei a poesia em um roteiro, depois eu criei uma trilha sonora e ainda vou decupar o mesmo para um Dope Sheet facilitando a confecção do curta.

Pode ser que eu ainda altere alguma coisa do roteiro, mas coisas mais simples como posição de câmera. Nada chocante. E tudo será descrito aqui.

Aqui está o roteiro:

 

"Quero Minha Florzinha"

 

Roteiro adaptado do poema de

 

Iná Leite Duarte

 

- Azhhael Göedert –

 

OBS: não é baseado no conto de Carlos Drumond de Andrade, mas sim em um fato real narrado por uma pessoa conhecida

 

  

Quero Minha Florzinha

 

Dia nublado, mas bonito

Num passeio meio aflito

A mocinha se encaminha

Para o túmulo em linha

- “O que faz neste lugar?”

Se pergunta ao chegar

E se lembra que aqui veio

Em respeito a outro meio

Onde espera encontrar

Uma ajuda auxiliar

Pensa ela,

- “Que flor linda!”

Vê ao lado num jazigo,

Lindo cravo ainda vivo

E depois de uma conversa

Em silêncio meio em pressa

Ela decide:

-“Vou levar!

   Pois que mal há de causar?”

Se despede do amigo

A quem fez algum pedido

Acredita que dos mortos

Pode ter retos os tortos

Com esperança e boa vontade

Coração tem sem maldade

Lindo cravo que já viu

Nas mãos traz então sentiu

- “O quê?”

Disse a quem a ela seguia

Mas ninguém nem nada havia

Segue em frente tendo em mente

Que nem tudo que se sente

Pode ser o que se espera

Ver com os olhos, ver "de vera"

Bem tranquila vai ao lar

Cravo em mãos ao caminhar

Num vasinho ela coloca

A florzinha meio torta

Já murchando tendo em si

Sopro da morte que a sorri

Mesmo assim a moça olha

Com orgulho a planta molha

Chega a noite e vai dormir

Pensa só:

-“Vou conseguir!

  Meu amigo há de ajudar...

  Que florzinha a enfeitar!

  É tão linda! Tão formosa!”

De repente em meio ao sono

Ela acorda, ou será sonho?

Lá está:

- “É um fantasma!”

E ele diz:

- “Eu quero a minha florzinha! Eu quero a minha florzinha!”

A moça empedra

Fica fria e fica dura

Perderia a dentadura

Pelo medo que sentiu

A florzinha atraiu

O fantasma do defunto

Que sem flor se viu disjunto

Do carinho lá dos seus

Noutro dia a moça corre

Leva a flor que ali já morre

Para o mesmo lugarzinho

E coloca com carinho

Mas com medo, com temor

Pois do morto tem terror

- “Aqui está, já tem de volta! Mas me deixe! Olhe a flor torta!”

Ela corre para o lar

E sem nem para trás olhar

E pensando ela conclui

- “Não tem flor que valha isso!

    O respeito é quebradiço,

    pois achamos que o dos outros

    por não mais estarem aqui

    não tem dono na verdade

    e podemos fazer posse

    como se nosso já fosse!

    Ai, nunca mais!”

 

 Cena 1

Take 1 - Pan - Externa - Dia - Nuvens Claras

Foco na personagem

Utilização de DOF para campo

Cemitério

 

Cenário:

 

Caminho de terra com partes em cimento em meio a duas fileiras de túmulos em ambos os lados do caminho, fundo preenchido com imagem de cemitério trabalhada em matte paint para fins do curta

 

Ação:

 

Moça se dirige para o túmulo de seu amigo pouco após o túmulo que tem a flor, fica de lado para a câmera

 

Narrador Off - feminino

 

Dia nublado, mas bonito

Num passeio meio aflito

A mocinha se encaminha

Para o túmulo em linha

- “O que faz neste lugar?”

Se pergunta ao chegar

E se lembra que aqui veio

Em respeito a outro meio

Onde espera encontrar

Uma ajuda auxiliar

Pensa ela,

- “Que flor linda!”

Vê ao lado num jazigo,

Lindo cravo ainda vivo

E depois de uma conversa

Em silêncio meio em pressa

Ela decide:

- “Vou levar,

    pois que mal há de causar?”

Se despede do amigo

A quem fez algum pedido

 

Take 2 - Close - Externa - Dia - Nuvens Claras

Foco na personagem e na flor bem na frente de seu rosto

Utilização de DOF para campo em close

Cemitério

 

Ação:

 

Moça se dirige para a flor, em direção à câmera e pega a flor

 

Narrador Off - feminino

 

Acredita que dos mortos

Pode ter retos os tortos

Com esperança e boa vontade

Coração tem sem maldade

Lindo cravo que já viu

Nas mãos traz então sentiu

 

Take 3 - Close - Externa - Dia - Nuvens Claras

Foco no fantasma

Utilização de DOF

Cemitério

 

Ação:

 

Moça olha pra câmera com cara de assustada e foco nela, olha pra trás e o fantasma some neste momento, ela olha de novo pra frente, o foco vai pro fantasma que a olha ao fundo, ela se dirige para a câmera, ainda um pouco assustada, como quem vai atravessá-la e pode-se ver ao fundo o fantasma no túmulo da flor, não muito feliz com o que a moça fez

 

Narrador Off - feminino

 

- “O que?”

Disse a quem a ela seguia

Mas ninguém nem nada havia

Segue em frente tendo em mente

Que nem tudo que se sente

Pode ser o que se espera

Ver com os olhos, ver "de vera"

Bem tranquila vai ao lar

Cravo em mãos ao caminhar

 

Cena 2

Take 1 - Busto Ampliado - Interna - Tardinha - Anoitecendo

Foco na personagem

Casa da Moça

 

Cenário:

 

Quarto da Moça

 

Ação:

 

Moça coloca a flor em um vasinho em seu criado mudo, coloca água para a flor. Deita-se em sua cama, olha a noite janela, olha pra flor com orgulho e depois dorme. Acorda de repente e se assusta vendo o fantasma em seu quarto bem em frente a sua cama, fica aterrorizada e fecha os olhos com força cobrindo o rosto, quando retira as mãos do rosto o fantasma se foi e ela volta a deitar-se assustada, com medo.

 

Narrador Off - feminino

 

Num vasinho ela coloca

A florzinha meio torta

Já murchando tendo em si

Sopro da morte que a sorri

Mesmo assim a moça olha

Com orgulho a planta molha

Chega a noite e vai dormir

Pensa só:

- “Vou conseguir!

   Meu amigo há de ajudar...

   Que florzinha a enfeitar!

   É tão linda! Tão formosa!”

De repente em meio ao sono

Ela acorda, ou será sonho?

Lá está:

- “É um fantasma!”

E ele diz:

- “Eu quero a minha florzinha! Eu quero a minha florzinha!”

A moça empedra

Fica fria e fica dura

Perderia a dentadura

Pelo medo que sentiu

A florzinha atraiu

O fantasma do defunto

Que sem flor se viu disjunto

Do carinho lá dos seus

 

Take 2 - Pan - Externa - Manhã - Pós chuva com céu cinza

Foco na personagem

Uso de DOF

Cemitério

 

Cenário:

 

Caminho de terra com partes em cimento em meio a duas fileiras de túmulos em ambos os lados do caminho, fundo preenchido com imagem de cemitério trabalhada em matte paint para fins do curta

 

Ação:

 

Moça coloca a flor de volta no túmulo de onde tirou, aterrorizada, ela corre pra câmera de volta saindo de cena, quando então, entra o fantasma em cena, foco nele, ele vê sua flor de volta e faz uma cara satisfeita, depois olha pra câmera encarando-a e voa de uma hora pra outra pra câmera desaparecendo de cena e escurecendo a cena para fim de filme.

 

Narrador Off - feminino

 

Noutro dia a moça corre

Leva a flor que ali já morre

Para o mesmo lugarzinho

E coloca com carinho

Mas com medo, com temor

Pois do morto tem terror

- “Aqui está, já tem de volta! Mas me deixe! Olhe a flor torta!”

Ela corre para o lar

E sem nem para trás olhar

E pensando ela conclui

- “Não tem flor que valha isso!

   O respeito é quebradiço,

   pois achamos que o dos outros

   por não mais estarem aqui

   não tem dono na verdade

   e podemos fazer posse

   como se nosso já fosse!

   Ai, nunca mais!”

 

Créditos

 

Áudio/Sound Track:

 

Composição e edição por Iná Leite Duarte